Juliana Damasceno
Sobrinha de saxofonista, filha de cantora prodígio com engenheiro. Cresceu em ambiente totalmente musical, de uma família “grega” - daquelas que falam alto, choram por tudo e festejam com muita música! Desde pequena, abandonava as bonecas para ouvir relíquias em vinil da família em uma vitrolinha Telefunken, herdada da mãe artista.
Seu maior passatempo era ouvir Disco Music e ler as fichas técnicas dos LPs (e gravar tudo, como se fosse para a chamada oral da escola). Passou a pedir discos de presente a todos os parentes nos natais, aniversários e dias das crianças, o que a ajudou a ter um bom acervo - embora os pedidos variassem de trilhas sonoras de novela a Michael Jackson e até Menudo. Já adulta, ganhou da mãe seu primeiro CD meio atrasado, quando quase todo mundo já tinha um aparelho: um álbum importado do R.E.M, sua grande paixão. Até esse dia, tinha o péssimo costume de atormentar os ouvidos da irmã, que dormia no mesmo quarto, gravando uma fita de 60 minutos com uma mesma música, de cabo a rabo - e os acessos de loucura iam desde Paul McCartney, Suicidal Tendencies até Negritude Júnior(!?!).
Apaixonou-se por Eduardo ainda na faculdade, onde trabalhava para levantar uns trocados para adquirir mais e mais discos, toda semana. E sente-se orgulhosa por tê-lo ensinado a gostar de MPB. Sua boa memória ajuda muito na hora de discotecar clássicos dos anos 80 e 90 em festinhas de amigos. Para ela, Aretha, Ella, Billie Holiday, Los Hermanos, Jamiroquai, Stevie Wonder, Ray Charles, The Cure, Simonal, Tim, Caetano, Elis, Gil (na fase antiga), Roberto, Bethânia, Paralamas, Ney Matogrosso, Beck, Police, Bjork, Sade, Devo, B’52s, todos os dj’s de música eletrônica, Perla, Odair, Waldick, Magal, Cartola, Chico Buarque e Melodia estão acima do bem e do mal.




